Por quê diante do Padre Pio, um impostor, charlatão
e mais do que suspeito, diretamente, em matanças,
a igreja católica obriga a centenas de milhares
de pessoas a ficarem de joelhos?

Claudio Simeoni
traduzido por Dante Lioi Filho

Indice

 

 

De onde surge a necessidade da igreja católica em construir os seus santos particulares diante dos quais, e por meio dos quais, obrigar os Seres Humanos a ficarem de joelhos?

Nos sistemas religiosos antigos que, para ser breve, chamaremos Pagãos, havia o conceito religioso segundo o qual o herói, pelos seus méritos individuais, batia às portas do Olimpo (isto é construía a si mesmo no dia a dia, por meio das suas ações, com a finalidade de obter a constante transformação em direção à eternidade), reivindicando entre, e diante dos DEUSES, o seu direito divino particular.

Quem era o herói?

O herói era aquele que se guarnecia, se preparava, sozinho, modificando-se, e consequentemente construindo à sua espécie, os Seres Humanos, as condições melhores nas quais todos pudessem viver. Agindo, desse modo, obtinha para si próprio vantagens que seriam desfrutadas também pelo Sistema Social em que vivia. Por exemplo, SATURNO da antiga Roma, penetra no desconhecido, instrui-se sobre a agricultura e sobre as vantagens da JUSTIÇA, e então transfere aos Seres Humanos tudo o que aprende enriquecendo o Sistema Social; seja através do exercício da agricultura seja pela devoção à JUSTIÇA. Estas são ações com as quais Saturno é honrado. SATURNO torna-se um DEUS porque se transformou, e é reconhecido e apontado como DEUS dentro do Sistema Social, pois com as suas ações melhorou as condições da vida. Do mesmo modo para HÉRCULES, e no geral para os heróis tanto da antiga Roma quanto da antiga Grécia. Eles se preparam para combaterem monstros que tentam destruir os Sistemas Sociais Humanos. Para essas façanhas se fortificam, se modificam, tornam-se DEUSES que conquistam o Olimpo.

O Sistema Social torna-se o terreno onde o Ser Humano pode se avaliar. Ele coloca em ação as transformações da sua vida através de desafios sempre para melhorar a qualidade do Sistema Social aonde ele nasceu. Por intermédio dos desafios na sua existência o Ser Humano se torna um DEUS (diferencia-se em sua consciência no cadinho dos DEUSES que é composto por cada Ser da Natureza) de maneira a transformação a morte do corpo físico em nascimento do corpo luminoso.

É a construção do bem-estar dentro do Sistema Social humano que determina o tornar-se DEUS do herói, do homem consciente e experiente. No homem bem informado os desafios tendem à harmonia; Peitho, o seu modo de agir; Controvérsia Furiosa, a sua defesa; Amizade, o acordo dos homens; Afrodite as suas emoções.

O Sistema Social reconhece determinado herói como um DEUS porque recebeu regalias desse herói. Privilégios que não teria recebido se tal herói não tivesse se transformado atravessando o fogo da consciência, e a consequente sabedoria. Como? Usando a sua coragem particular.

Sobre esta base conceitual, psíquica e emocional específica dos Paganismos antigos e assumida pelo Paganismo moderno, o cristianismo construiu a sua trapaça.

O intento do cristianismo, na longa guerra que impôs aos antigos Pagãos, era o de desviar o centro da atenção dos Seres Humanos do Sistema Social em que viviam, diretamente em direção à estrutura da hierarquia católica, como a representante tocável do seu deus-senhor na Terra. De modo a obrigar os Seres Humanos a agirem em função da glória e da riqueza da igreja católica em vez da segurança e da tranquilidade do Sistema Social em que viviam. O intento de construir o bem-estar da igreja católica, sempre obrigando as pessoas a se prostrarem de joelhos, privando os Sistemas Sociais, sem que as pessoas percebessem de um modo direto, do bem-estar. Agindo, portanto, sempre por meio da coação, para que todos os Seres Humanos viessem a tornarem-se miseráveis e dependentes dela, a igreja católica, que então demonstraria, como demonstra, a "piedade e a solidariedade" distribuindo esmolas arrecadas pelos próprios miseráveis por elas submetidos. Essa é a maior gloria da igreja católica.

O centro das atenções, então, não seria mais a Sociedade dos homens, porém seria, como é, a igreja católica, porque tornar-se-ia, como veio a tornar-se, a proprietária dos homens.

A santificação, nesse ponto atingido, não seria mais a de um herói que melhorava o bem-estar social, mas seria, como conseguiu ser, a santificação do trapaceiro, a santificação do ladrão, do assassino, do mafioso e do missionário que, danificando os Sistemas Sociais, construiriam, como conseguiram construir, a glória, o poder, o carisma e a decorrente riqueza da igreja católica.

É exatamente "o ensinamento" de Jesus que está claro nos evangelhos e que indica como trapacear as pessoas: é suficiente impedi-los de apedrejarem às afirmações e pretensões alienadas que são:

"Jesus respondeu: "Se eu glorifico a mim próprio, então a minha glória não é nada: quem me glorifica é o meu Pai o qual vós dizeis que ele é o vosso Deus; mas vós não o conheceis. Eu sim o conheço, e se eu disser que não o conheço serei, como vós, um mentiroso. Mas conheço-o e observo as suas palavras. Abraão, vosso pai, exultou de alegria com o pensamento de ver o meu dia: viu-o e o festejou." Responderam-lhe, pois, os judeus: "Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?" Jesus respondeu-lhes: "Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, eu sou." Pegaram em pedras para atirarem nele, mas Jesus se ocultou e saiu do templo." João 8, 54 - 59

O trapacear, iludir, enganar, é a atividade retomada por Paulo de Tarso, a maior glória do seu deus-senhor:

"Mas seja assim: eu não vos fui um fardo; mas sendo astuto com sou, tomei-vos com o engano" Paulo de Tarso, Coríntios II, 12 - 16.

É, portanto, habitual e fundamental, na doutrina cristã, o uso da mentira com o objetivo de submeter os Seres Humanos. A mentira que é usada somente pelas suas hierarquias, para sujeitar Seres Humanos, por meio do engano, é a perfídia com a qual o bom pastor conduz as pessoas, do seu rebanho, ao matadouro da vida. Por outro lado, as ovelhinhas do rebanho, não devem usar da mentira, ou do engano, em relação ao bom pastor, mas docilmente devem percorrer a estrada do matadouro. Apenas e tão-somente os que enganam, trapaceiam, confundem as pessoas, matam os homens que não podem se defender, são os que podem ser elevados aos altares da igreja católica. Já que, as pessoas que ficam de joelhos, aquelas que suplicam ao santo, são as que confirmam o direito da igreja católica de destruir a sociedade civil; destruindo a sociedade civil essas pessoas estão destruindo as vidas de outros Seres Humanos para o triunfo maior da igreja católica.

Milhares de processos diante dos tribunais civis testemunham as necessidades da sociedade civil de liberar-se da prática destrutiva da igreja católica que tem a necessidade de domínio dos homens.

Dentro do plano de destruição da sociedade civil se insere a figura de Francesco Forgione, chamado de padre Pio.

O que esse personagem fez, claramente doente à morte, para receber honras divinas da igreja católica?

Não me deterei a citar, passo a passo, para documentar a sua atividade social destrutiva, limitar-me-ei em citar o quanto esse personagem fez para enriquecer a igreja católica e como teria agido para prejudicar os Seres Humanos. Limitar-me-ei em falar do desprezo que ele tinha pelos Seres Humanos, e que estes elegeram-no santo diante dos olhos da igreja católica.

O objetivo da família católica é o de destruir o vir a ser psico-emotivo dos jovens, objetivo que termina em torná-los dependentes (exatamente como a dependência à heroína); dependentes da ideia de providência de um deus em cuja imagem eles são obrigados a transferir os seus sentimentos.

A obrigação educacional imposta pela família é ampliada e transformada em uma doença psíquica por meio da escolha subjetiva em assimilar os modelos constrangedores impostos, de maneira a fazer como individuais os modelos impostos. As análises clínicas demonstraram que Padre Pio era doente de histrionismo.

Se é imposto a um menino, de modo a inculcar evangelizando na mente dele, por meio de ameaças, para ele não se masturbar levando-o a sentir terror de um castigo vindo dos céus, então é evidente que a esse menino existem duas alternativas: ou a de masturbar-se escondido de modo a não ser descoberto, ou a escolha de flagelar-se corporalmente ou psicologicamente com sentimentos de culpa. O menino irá impor a ele mesmo privações sexuais, irá impor-se tormentos, aflições irreparáveis em sua vida de adolescente e depois em sua vida adulta. O garoto acabará assimilando a advertência dos pais de padres ou pastores. Ele, cada vez que necessitar liberar a libido irá advertir-se, como se a advertência partisse dele próprio. No primeiro caso, isto é o de furtar-se em ser descoberto, ele se tornará um homem que aprendeu a ver a sua pessoa importante e por isso deve ser protegida com estratégias de defesa; no segundo caso tornar-se-á um doente de morte em que o escopo será a de impor a sua doença particular a outros meninos. Neste dano contra adolescentes o impostor Francesco Forgione adquire uma habilidade assombrosa!

Será com os golpes de bastão sobre a cabeça, sofridos pelo padre "santo", unidos à superstição com a qual o menino foi educado em família, além de outras superstições que se somavam à da masturbação, a realidade é que as fobias sexuais cresciam. A perversão sexual atingiu a tal ponto que aos nove anos de idade a sua mãe surpreendeu-o flagelando-se, ou seja reprimindo-se dos seus impulsos sexuais. Ele, então, justificou-se com a sua mãe que estava imitando o suplício sofrido por Jesus.

A ferocidade, desse padre Pio, ao que dizia respeito à liberdade sexual foi enorme ao ponto de destruir, histericamente, com golpes de tesoura, o trabalho de uma menina, Adriana, que num domingo aplicava fitas em seu vestido; também golpeou um amigo com golpes de bastão que, vendo as suas condições precárias, psico-físicas, aconselhou-o a namorar alguma jovem.

Normalmente esses comportamentos defeituosos desembocam em patologias sexuais, que têm a característica da posse do objeto "amado". Não mais existe uma relação de "participação-amor" com a outra pessoa, mas torna-se um relacionamento sexual voltado à possessão e à destruição da personalidade da outra pessoa.

Não é mais Vênus-Afrodite, mas torna-se um estupro.

Algo de anormal que, em suma, foi alimentado pela igreja católica e pela superstição na qual vivia a família de Francisco.

Em 1902, isto é, com a idade de quinze anos, em sala de aulas a respeito de um tema do livro de E. Malatesta

"a verdadeira história de padre Pio", ed. Piemme, pag. 33: "Oh, se eu fosse rei!...combateria, antes de qualquer outra coisa, o divórcio, desejado por muitos maus, e faria, sim, com que o sacramento do matrimônio fosse respeitado... procuraria expor o meu nome inspecionando sempre o caminho do verdadeiro cristão; infelizes seriam aqueles que não quisessem segui-lo. Eu os puniria imediatamente ou os colocaria na prisão ou no exílio ou ainda com a morte."

O desejo psicológico desses "santos" católicos é sempre o de massacrar os homens, pois esse proceder constitui a maior glória do deus deles!

Esbocem mentalmente um menino já crescido exaltando os estigmas de um outro Francesco e com forte propensão à histeria, bem como ao fanatismo, com perturbações psico-sexuais ao ponto de imaginar agressões do demônio, para poder mascarar os impulsos normais da vida que tentam a manifestação. Estes tipos de personagens, especialmente femininos, eram muito comuns nos anos cinquenta e início dos anos sessenta; nos dias de hoje aparecem menos embora, seguramente, podem ser constatados entre o puritanos e puritanas e entre os seus filhos.

É inútil falar-se em doenças psicossomáticas. Em decorrência de uma vida repleta de opressão, sujeição, no que tange à estrutura sexual reprimida, esse personagem colocava em ação estratégias para não permanecer no convento ou seminário, aonde a vida era muito dura. Temos que: quando a sexualidade é ofendida as tensões psíquicas se manifestam na forma de "necessidade de domínio e posse". É necessária uma bestialidade, uma brutalidade, para construírem-se indivíduos aptos a se tornarem escravos que, também, estarão prontos a construírem outros escravos.

Por outro lado, os católicos conhecem muito bem as técnicas da manipulação mental (especialmente em crianças), e os Capucinos de S. Francisco, como também o Opus Dei, os Dominicanos, os Jesuítas, etc. são profissionais na manipulação mental. Deixo a vocês a imaginação do que pôde ter acontecido num convento nos anos entre 1903 e 1907.

O Ser Humano não foi e nem é criado à imagem e semelhança de um deus-patrão, mas é realmente fruto das próprias estratégias da vida; é o resultado, como resposta, das solicitações da vida neste mundo, que chegam até ele. Em segundo lugar é também o produto da sua educação para continuar a transformar-se livre e constantemente.

A educação católica que submete o Ser Humano, desde a infância, sujeitando-o às superstições e aos dogmas, leva-o aos diagnósticos em psiquiatria que extraio do livro de Mario Guarino "Impostor Beato (Beato Impostore)" , edições Caos:

"No ano de 1999 o psiquiatra Luigi Cancrini confirma uma perícia psiquiátrica do padre Pio". Cancrini escreverá: "Um diagnóstico psiquiátrico referente ao caso do padre Pio não é difícil de ser apresentado. Observando, longitudinalmente, o distúrbio que sofreu o padre Pio, é segundo o Dsm (manual diagnóstico preparado pela Associação dos psiquiatras americanos, e hoje largamente utilizado na Itália e Europa), um distúrbio histriônico de personalidade. Observando, transversalmente, nas suas manifestações sintomáticas mais evidentes, o seu distúrbio é o de transe dissociativa. Os critérios de pesquisa para o distúrbio de transe dissociativa são de ordem sintomática e cultural".

Em outras palavras, o pai, a mãe, o ambiente supersticioso católico do local que o padre engrandecia, onde narrava-se a vida de Francesco, que era chamado de santo, o convento dos frades menores, etc. tudo conduziu a uma cabal lavagem cerebral desse rapaz fazendo com que se tornasse um louco. Reitere-se que o homem não é criado à imagem e à semelhança de um deus senhor, mas é o resultado da sua interação com o ambiente.

No ponto em que se encontrava (dentro da sua doença psíquica), com a somatização psíquica, com tudo o que sofreu, induziu-o a tomar uma decisão: o senhor sou eu!

Assim, em 1910, decidiu em ter as feridas.

Os outros frades tinham cessado de importunar-lhe, ele tinha odor de santidade.

O primeiro ato praticado com desprezo pela sociedade foi o de ignorar as obrigações militares. Foi declarado desertor e em 18 de agosto de 1917 foi detido por carabineiros. Já havia transgredido o dever militar com as suas fingidas doenças: são os outros que perecem; o que isso lhe importava? Com as suas amizades conseguiu obter a dispensa: nunca desejaria partir para a frente de combate.

O problema que as chagas de Forgione causou para a igreja católica foi de ordem prática. Não se tratava de um efeito de psicossomática, mas de uma verdadeira e exata farsa.

Repito: era um verdadeira e exata farsa!

A testemunha foi o doutor Vincenzo Tangaro e o assim divulgado desaparecimento das chagas no momento da morte, bem como dos fracos de ácido fênico e de tintura de iodo.

O final da farsa é submeter a ela os peregrinos seja por exaltação do poder pessoal, seja por dinheiro (que resulta no mesmo intento: possuir os homens). Por outro lado havia o fanatismo religioso cristão, que é construído com a superstição e com os fins econômicos da igreja católica, pois contra isso não existem razões científicas que os supere.

Que Forgione era um doido não há dúvidas, mas um doido que se identifica com o deus-patrão, e que por ele o demônio é combatido, isso só leva à destruição do Sistema Social (porquê continua mantendo os Seres Humanos na trevas da ignorância!).

Que Forgione era um assassino não há dúvidas, pois ele não se identificava com o deus-patrão? Aquele mesmo deus que enviou o dilúvio universal e massacrou os habitantes de Sodoma e Gomorra porque não faziam sexo como ele queria?

Em 14 de outubro de 1920 em S.Giovanni Rotondo as eleições foram vinte dos socialistas. No momento da posse o partido popular de Sturzo e a organização que o apoiava, "Os audazes de Cristo" com os estandartes do Vaticano massacraram 14 camponeses uma centena de pessoas. Um dos massacres mais graves da Itália. A investigação parlamentar conforme esses resultados, que continuo tirando do livro de Mario Guarino "Beato Impostor" (Beato Impostor):

"Está comprovado que tratava-se de uma carnificina organizada e provocada pelos ex-combatentes (com o apoio dos fascistas). Os mesmos ex-combatentes que tiveram a sua bandeira abençoada pelo padre Pio. O jornal quotidiano socialista 'Avanti' comentando a carnificina, aos 02 de abril de 1961, apontará o dedo precisamente contra o frade de Pietralcina que responsabilizou o "padre Pio que estava junto com os Audazes negros no massacre de S. Giovanni".

Depois desses fatos padre Pio decidiu roubar propriamente a terra da região. Naturalmente, não roubou-a como um ladrão que age com destreza, mas roubou-a com método que bem conhecia, porquanto tal método fora-lhe ensinado dentro do convento dos Franciscanos: com a atividade mafiosa.

Atividade mafiosa que se materializou não somente com a sua excursão de fieis que, recolhendo informações, cuspiram, difamaram e destruíram a reputação de várias pessoas da hierarquia católica que poderiam impedir os seus planos. Dentro das hierarquias do Vaticano vigora o princípio, segundo o qual, se um padre, um bispo ou outro qualquer da hierarquia consegue ludibriar alguém ou vier a impedir e destruir a carreira de alguém, inclusive por meios porcos, adquire méritos porque o seu proceder torna-se a vontade divina. Esse é o modo de raciocinar da hierarquia do vaticano inspirado diretamente por Jesus de Nazaré no seu "não julguem os vilões" "deveis dar a eles a outra face"; ou então "ficai do meu lado quando vos acuso, pois do contrário conduzo-vos ao juiz que vos condenará!" Padre Pio entrou em conluio com um tal de Morcaldi Francesco, apelidado Ciccillo. Tal personagem foi eleito prefeito da região, graças à cumplicidade do frade, dentro da lista de coalizão da direita do partido popular, pagou o apoio ao frade concedendo em contrato perpétuo o convento e os jardins por 750 liras, pois os frades haviam se tornado beneméritos.

Esse tipo de barganha denomina-se "voto de barganha" e constitui uma atividade própria da máfia. Esse acordo é firmado em 31 de dezembro de 1923. Um acordo que, em fases sucessivas, torna-se definitivo em 14 de setembro de 1925.

Uma propriedade que foi subtraída dos bens públicos, ou seja do interesse público, e fornecida a um particular por interesses particulares sem que o sistema social tivesse um benefício, a não ser o apoio que Morcaldi Francesco teve com a sua eleição pessoal.

Eu deixo de mencionar sobre as guerras internas das hierarquias religiosas. Quero mencioná-las a respeito dos interesses diversos dos vários papas que, por um lado ou por outro, combateram ou apoiaram as operações criminosas desse frade. São da laia do catolicismo e pertencem à imundície que esse sistema religioso manifesta.

Quero mencionar acerca das relações "amorosas" desse frade, sejam elas verdadeiras ou falsas. Quem é um doente mortal, como padre Pio, concebe a relação amorosa como sendo a posse da outra pessoa, e obtém prazer somente com a destruição do outro. Não é importante saber quais foram as suas relações amorosas, mas é importante saber que as patologias derivadas do condicionamento educacional sofrido impedia-o de ter relacionamentos amorosos com mulheres (ou com homens), que conseguiam um prazer puro; no entanto sempre eram relacionamentos nos quais ele tinha a posse, dispunha da outra pessoa, submetia-a e a destruía. De qualquer modo, o seu comportamento nas relações íntimas assim se revelava.

Desejamos mencionar sobre as trapaças de Giovanbattista Giuffré e como os franciscanos atravancaram as investigações sobre a guarda de finanças? Desejamos falar sobre os documentos que ele destruiu para não acabar na cadeia? Ou desejamos falar do artigo do Expresso, de 09 de abril de 1961, aonde se acusava padre Pio e Giuffré pelo desaparecimento de centenas de milhões em dinheiro, por intermédio de banqueiros anônimos ?

O que mais cobiçam os católicos a não ser o dinheiro? Não o dinheiro que constrói a riqueza para o Sistema Social, mas o dinheiro roubado do Sistema Social para construir a riqueza da igreja que, assim pode progredir, para submeter àqueles que não podem se defender. A igreja católica constrói a miséria social para a sua glória e padre Pio deste modo atuava para a sua glória individual que, "casualmente", coincidia com a da igreja católica. O importante era estar em condições para roubar o Sistema Social e construir a miséria, disseminando-a entre os homens, e portanto privando-os da riqueza: assim ordena Jesus, o patrão.

A guerra dentro da igreja católica continua. O papa católica João XXIII, que combatia Padre Pio, morre e o seu sucessor Paulo VI diverge, é muito pragmático. Padre Pio já estava com oitenta anos e a Paulo VI o que lhe interessa são apenas e tão-somente as riquezas de Padre Pio. E, dessa forma, chega-se a um acordo. Uma esplêndida pedra é colocada sobre o assunto das porcarias feitas por Padre Pio. Padre Pio, então, tenta absorver o odor da santificação, em troca de um testamento. Ao Vaticano foi atribuído o encargo para examinar o testamento, do frade, só que o Vaticano não reputou correto, esse testamento. De modo que, remeteu ao frade dois testamentos nos quais o frade reproduziu os bens, firmando-os, e tornando o Vaticano herdeiro universal dos seus bens, das suas sociedades e de toda a sua dinheirama. Depois desse episódio, o Vaticano, por uma operação do cardeal Ottaviano, obrigou-o a uma declaração pública que sustentava o fato de a igreja católica ser indulgente, sobre as polêmicas apontadas contra a sua pessoa. A hipocrisia do padre Pio e a hipocrisia do Vaticano podem, tranquilamente, caminharem de mãos dadas!

Por quê as controvérsias são resolvidas desse modo?

Porquê o padre Pio era um bom cristão, trapaceava, roubava, foi responsável por chacinas, mas com tudo isso adicionado foi útil à igreja católica. No fundo, os padres e os bispos, que pretendiam revelar a hipocrisia do padre Pio, com as suas trapaças, o que fizeram para a igreja católica? A eles foram impostas as seguintes perguntas: Vocês, por acaso, querem que os milhões de peregrinos que vêm pedir por milagres deixem de contribuir com os donativos? Vocês desejam ou não apoiar os milhões que o Vaticano obteve? Afinal, o que significa a pretensão de honestidade de prelados e bispos adversários? O que interessa é o resultado. O que interessa é a glória do deus-patrão que força as ovelhas a se ajoelharem.

Eis o motivo, então, porquê Wojtyla quis fazer de padre Pio um santo!

Ele obedeceu a primeira regra do catolicismo: roubou o Sistema Social humano para poder enriquecer a igreja católica! Portanto, é um santo!

Os homens estão convencidos de que os heróis são aqueles que trazem doações. Só que os heróis são os que trazem benefícios aos Seres Humanos, e ao trazerem esses benefícios, transformam-se, para alcançarem as portas do Olimpo, e nelas baterem para que se abram e no Olimpo possam penetrar. (Nota do aqui tradutor: bater às portas do Olimpo significa penetrar na eternidade das transformações, continuar nas transformações como um Deus. É este o significado do Mito, em Hesíodo)

Os católicos depredam os Seres Humanos para poderem enriquecer a igreja católica, e por isso são feitos "santos". Como foi a Teresa de Calcutá, como todos os tipos de ladrões, para finalizar, do mesmo modo dos missionários que aniquilam com os povos africanos, ou os missionários que contrabandeiam ópio para destruírem nações, como fizeram na China.

As pessoas têm sido enganadas para alterarem a percepção das suas atenções, por intermédio do condicionamento educacional (desde a infância). Dezenas de milícias de doentes chegam em S. Giovanni Rotondo em busca do milagre e da graça. Exatamente como muitos milhões de pessoas jogam na loteria, de todos os tipos. A superstição é precisamente a igreja! O desejo de vencer a qualquer custo, gratuitamente, é fortíssimo! Através desse desejo constroem-se a trapaça e o engano. Solicitam-se comportamentos reverentes, comportamentos de renúncia da vida para, em troca dela, serem oferecidos o milagre, ou a graça, com o objetivo de obtenção de lucros, de vantagem em dinheiro; quando na verdade eles sabem que trata-se, tanto um como a outra, de pura fraude. Uma falcatrua onde o defraudado não paga apenas com dinheiro, mas paga com a sua inteira existência porquê fica na espera da providência.

Padre Pio foi apenas e tão-somente um trapaceiro vulgar, o idealizador de uma trapaça que continuará a ser executada pelo Vaticano porquê é uma fonte de dinheiro, e serve de instrumento para forçar as pessoas a renunciarem a própria vida, o viver por desafio. É um instrumento que alimenta a superstição. Alimenta a concentração das atenções, dos espectadores, que aguardam por uma bênção que, não apenas nunca terão, mas que em consequência dessa superstição, ficam na espera da providência "divina"; esses ouvintes pagarão com as suas próprias vidas.

Por outro lado, por quê a igreja católica não revela acerca do milagre do padre Pio, aquele verdadeiro? Daquele homem que foi em peregrinação para buscar o milagre, e ao voltar para casa exterminou com toda a sua família? E, ainda, por quê não revela aquele outro grande milagre? Refiro-me ao milagre dos que se dirigiram ao padre Pio, deformados, e depois retornaram deformados só que com as suas carteiras mais leves?

Este é o verdadeiro milagre pelo qual Wojtyla tornou "beato" o padre Pio. Vamos acordar e lembrar que, sem dinheiro, os missionários católicos não podem forçar os hindus a se deixarem batizar ou a difundirem a Aids na África. Qual outro milagre maior vocês desejam? É, então, o de continuar construindo a miséria dos Seres Humanos para a maior satisfação do deus-patrão dos cristãos.

Escrito no ano 2000 e revisado no ano 2006.

N.B. Para este escrito foram usadas demonstrações ínsitas no livro de Mario Guarino "Beato impostore" , ed. Caos

A tradução foi publicada 14.07.2017

Aqui você pode encontrar a versão original em italiano

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